Durante o mês de setembro, o roxo começa a aparecer nas redes sociais em posts, campanhas e conteúdos de conscientização sobre o câncer de pâncreas. O movimento do Setembro Roxo ajuda a colocar em evidência um tumor que, apesar de não estar entre os mais frequentes no país, preocupa pela dificuldade de diagnóstico nas fases iniciais.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 13.240 novos casos de câncer de pâncreas por ano entre 2026 e 2028. A doença pode permanecer silenciosa no início, fazendo com que muitos pacientes só percebam alterações quando o quadro já avançou.
Para a oncologista Dra. Roberta Galvão (CRM 126456 / RQE 42870), especialista em oncogenética pelo City of Hope, em Los Angeles, aproveitar a mobilização nas redes para ampliar a informação é especialmente importante.
“O câncer de pâncreas ainda é um grande desafio quando pensamos em diagnóstico precoce. Não existe rastreamento populacional indicado para todas as pessoas, como ocorre com alguns outros tumores. Por isso, campanhas como o Setembro Roxo ajudam a chamar atenção para sintomas, fatores de risco e, principalmente, para quem precisa de uma avaliação individualizada”, explica.
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Entre os sinais que merecem investigação estão icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos, urina escura, alterações nas fezes, perda de peso sem explicação e dor ou desconforto abdominal persistente.
Setembro Roxo também acende alerta para a genética
Um dos pontos que ainda gera desconhecimento é a relação entre o câncer de pâncreas e alterações hereditárias. Nesse tumor, a indicação para avaliação oncogenética não depende apenas da idade ou da existência de vários casos na mesma família.
“Todo paciente com diagnóstico de câncer de pâncreas deve passar por uma avaliação oncogenética, independentemente da idade ou da história familiar, para investigarmos uma possível causa hereditária. Essa informação pode ser importante não apenas para aquele paciente, mas também para outros integrantes da família”, afirma Dra. Roberta Galvão.
O alerta também vale para quem possui parentes de primeiro grau, como mãe, pai, irmão ou irmã, com histórico de câncer de pâncreas. A avaliação especializada permite reconhecer famílias de maior risco e definir quando um acompanhamento preventivo específico é necessário.
“Quando identificamos uma família com risco aumentado, podemos discutir estratégias de vigilância e, nos casos indicados, exames específicos, como ressonância magnética e ecoendoscopia. A oncogenética permite transformar a história familiar em informação que pode orientar o cuidado”, explica.
Para Dra. Roberta Galvão, esse é justamente um dos papéis do Setembro Roxo: fazer com que uma campanha que ganha visibilidade nas redes também leve informação capaz de chegar aos consultórios e às famílias.
“Conscientização não deve gerar medo, mas conhecimento. Quanto mais as pessoas entendem quais sinais precisam ser investigados e quando a história pessoal ou familiar exige uma avaliação diferenciada, maiores são as possibilidades de tomar decisões de saúde mais bem direcionadas”, conclui.
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Miguel Lucas 33 anos, Publicitário e Jornalista, amo a cultura pop, viagens e shows, criei o Agito Pop, na intenção de levar o melhor do entretenimento para a galera e agitar muito a internet.

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