A espera finalmente terminou. Os portões da Cidade do Rock se abriram para dar início ao Rock in Rio 2026, e a noite de abertura provou que a essência do festival continua mais viva do que nunca. Em uma escalação predominantemente voltada ao rock and roll, o público respondeu com energia máxima, lotando os gramados desde as primeiras horas da tarde para acompanhar uma maratona de performances históricas, nostalgia e encontros geracionais.
Foo Fighters comanda o Palco Mundo em celebração visceral
O grande momento da noite ficou por conta do Foo Fighters, headliner do Palco Mundo. Liderada por Dave Grohl, a banda subiu ao palco sob uma ovação ensurdecedora e entregou um espetáculo de mais de duas horas de duração. Sem dar trégua para a plateia, a apresentação alternou momentos de pura intensidade com passagens emocionantes.
Hinos intergeracionais como “Everlong”, “The Pretender” e “Best of You” foram cantados a plenos pulmões por um mar de fãs. Grohl conversou frequentemente com a multidão, exaltando a paixão do público brasileiro e demonstrando por que o grupo se consolida como uma das maiores forças do rock mundial em atividade.
Antes da atração principal, o Palco Mundo já havia sido aquecido por uma sequência de shows de alto impacto. A dupla britânica Nova Twins abriu os trabalhos com sua fusão agressiva de punk e hip-hop. Em seguida, os suecos do The Hives trouxeram sua tradicional irreverência visual e presença de palco alucinante. O Rise Against fechou o ciclo de aberturas com um hardcore melódico e letras engajadas que incendiaram as primeiras fileiras.
Palco Sunset: A celebração definitiva do rock nacional
Se o Palco Mundo focou no peso internacional, o Palco Sunset transformou-se no grande ponto de encontro da música brasileira. O momento mais aguardado da noite no palco alternativo reuniu Capital Inicial e o guitarrista Dado Villa-Lobos. Juntos, eles revisitaram clássicos do Capital e hinos imortais da Legião Urbana, proporcionando um dos momentos mais emocionantes de todo o festival, com um coral espontâneo formado por milhares de vozes.
A programação do Sunset ainda contou com a parceria entre Detonautas e Biquini, que embalou o público com os grandes sucessos dos anos 1990 e 2000. Mais cedo, Di Ferrero e a banda Hot Milk abriram os caminhos no palco, representando a força do emo e do rock alternativo contemporâneo.
A experiência do dia de abertura foi além das guitarras nos palcos principais. No New Dance Order, o DJ e produtor sueco Steve Angello comandou as pistas no auge da madrugada com um set eletrizante de house e EDM, amparado por um show de luzes impressionante.
O Espaço Favela celebrou o funk e o pop urbano com a energia contagiante de Hitmaker e MC Rodrigo do CN, atraindo uma multidão para dançar. Já no Global Village, Paulinho Moska liderou uma apresentação intimista e poética, oferecendo um refúgio acústico no meio do festival. Para fechar a variedade da noite, o palco Supernova recebeu o comediante e músico Diogo Defante, que entregou uma performance marcada pelo caos e pela interação direta com os fãs.
O saldo do primeiro dia do Rock in Rio 2026 reafirma a capacidade do festival de conectar gerações por meio da música ao vivo, abrindo o evento com um espetáculo marcante e organização fluida na Cidade do Rock.
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