Com um público de 85 mil pessoas, o sábado (21) no Autódromo de Interlagos reuniu desde a estreia HISTÓRICA do K-pop no festival até o pop teatral da nova “It girl” do momento.
O segundo dia do Lollapalooza Brasil 2026 reafirmou a força do festival em captar o “espírito do tempo” da música atual. Sob um sol que fez dos leques o acessório indispensável, o Autódromo de Interlagos recebeu um público diverso, para um dia dominado por vozes femininas potentes, batidas eletrônicas intensas e estreias muito aguardadas.
O talento brasileiro de Agnes Nunes
Um dos momentos mais celebrados da tarde foi a estreia da paraibana Agnes Nunes no Palco Budweiser. Em sua estreia no festival, a artista não apenas entregou um show tecnicamente impecável, mas levou a multidão ao delírio com sua entrega emocional. Durante a performance, Agnes fez questão de celebrar suas raízes e a importância da representatividade. “Uma menina da Paraíba estar aqui hoje é a prova de que nossos sonhos são maiores que qualquer fronteira”, declarou ela em cima do palco. Misturando MPB, jazz e elementos do pop contemporâneo, ela transformou o Palco Budweiser em um espaço de acolhimento e celebração da cultura nordestina, consolidando-se como um dos maiores nomes da nova geração brasileira.
A ascensão da “Pink Pony Club”
O grande nome da noite foi de Chappell Roan. Fazendo sua estreia em solo brasileiro, a cantora subiu no Palco Budweiser diante de uma multidão que vestia rosa e chapéu de cowboy em sua homenagem. O show foi descrito como uma celebração teatral e emocionante, com grandes hits como “Pink Pony Club” e “HOT TO GO!” transformando o Autódromo em um gigantesco karaokê ao céu aberto. Aqueles fãs mais dedicados chegaram às 7h da manhã para garantir um lugar na grade, provando que o fenômeno Chappell é uma realidade consolidada no Brasil.
De Lewis Capaldi ao K-pop inédito
Antes do show final, o escocês Lewis Capaldi emocionou o público com a faixa “Someone you loved”, proporcionando um dos momentos de maior coro da edição. Outro marco histórico foi a estreia do gênero K-pop no Lollapalooza Brasil com o grupo RIIZE. O septeto sul-coreano não apenas entregou coreografias milimetricamente precisas no Palco Flying Fish, como também surpreendeu ao arriscar frases em português, levando os “BR-Briize” à loucura.
ROCK, RAP e “Fritação”
O dia ainda teve espaço para o rock alternativo da cantora Marina, que apresentou canções de sua nova era com o carisma habitual, e para a nostalgia do rap clássico do Cypress Hill, que trouxe o peso do hip hop dos anos 90 para o Palco Samsung Galaxy .
Para quem buscava energia alta, Srillex retornou ao festival com um set “frito” e agitado, mantendo a tradição de transformar Interlagos em uma pista de dança a céu aberto. Já o duo alemão Brutalismus 3000 encerrou o Palco Perry’s com seu techno agressivo, atraindo o público que ainda tinha fôlego no final da noite.
Experiência e Público
A organização do festival destacou a infraestrutura deste ano, que incluiu um Espaço Sensorial para acolhimento de pessoas neurodivergentes. Entre as celebridades, nomes como Sasha Meneghel, João Lucas e Lucas Jagger foram vistos circulando pelo gramados e áreas VIPs.
Com um line-up que variou do Indie nostálgico do TV Girk ao funk eletrônico de MU540, o segundo dia do Lollapalooza 2026 entregou uma experiência multissensorial, preparando o terreno para o encerramento com Tyler, The Creator e Lorde neste domingo (22).
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