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Dia Mundial do Cérebro: 7 hábitos que ajudam a preservar a memória e manter a mente ativa ao longo da vida

Estudo da USP comprova que a estimulação cognitiva melhora memória, raciocínio e funções executivas, reforçando que o cérebro pode continuar aprendendo e criando novas conexões mesmo durante o envelhecimento

Divulgação

Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro chama a atenção para a importância de cuidar da saúde cerebral em todas as fases da vida. Embora o envelhecimento seja um processo natural, perder autonomia, memória e capacidade de raciocínio não precisa fazer parte desse caminho. Cada vez mais estudos mostram que o cérebro permanece capaz de aprender, adaptar-se e criar novas conexões quando recebe estímulos adequados.

Uma das pesquisas mais recentes sobre o tema foi conduzida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e publicada na revista científica International Psychogeriatrics. Durante 18 meses, 207 pessoas entre 65 e 80 anos participaram de um programa de estimulação cognitiva baseado no método Supera. Os resultados apontaram melhora significativa nas funções executivas, na memória e até na redução de sintomas de depressão, sem o uso de medicamentos.

  1. 1 – Exercitar o cérebro é tão importante quanto cuidar do corpo

Da mesma forma que a atividade física fortalece músculos e articulações, o cérebro também responde positivamente aos estímulos. Resolver desafios, aprender novos conteúdos e participar de atividades que exijam concentração contribuem para manter as funções cognitivas em funcionamento.

Segundo Dra. Thais Bento, gerontóloga, doutora em Neurologia pela USP e especialista do Supera, empresa brasileira referência em estimulação cognitiva, o cérebro mantém sua capacidade de adaptação durante toda a vida.

“Os resultados do estudo mostram que a estimulação cognitiva é uma ferramenta eficaz para promover um envelhecimento mais saudável. Observamos melhora da memória, das funções executivas e do desempenho cognitivo geral em pessoas que participaram do treinamento, demonstrando que o cérebro continua capaz de aprender e se adaptar mesmo na terceira idade.”

  1. 2 – Aprender coisas novas fortalece as conexões cerebrais

Aprender um idioma, iniciar um hobby, estudar música ou desenvolver uma habilidade manual são atividades que desafiam o cérebro e favorecem a neuroplasticidade, capacidade que o sistema nervoso possui de formar novas conexões.

Para a especialista, manter a curiosidade ativa é um dos maiores aliados da saúde cerebral.

“O cérebro precisa de novidades. Sempre que aprendemos algo diferente, estimulamos áreas responsáveis pelo raciocínio, pela memória e pela atenção. Esse processo fortalece as conexões entre os neurônios e contribui para manter a mente ativa ao longo dos anos.”

  1. 3 – A convivência social também estimula a mente

Participar de grupos, conversar, jogar, compartilhar experiências e criar novos vínculos sociais são atitudes que exigem planejamento, memória, linguagem e capacidade de adaptação. Por isso, o relacionamento com outras pessoas também faz parte do cuidado com o cérebro.

Dra. Thais Bento explica que o estímulo cognitivo acontece de forma natural durante essas interações.

“As atividades em grupo desafiam diferentes funções cognitivas ao mesmo tempo. Além disso, promovem bem-estar emocional, reduzem o isolamento e ajudam o idoso a manter sua autonomia e participação ativa na sociedade.”

  1. 4 – Envelhecer não significa perder capacidade de aprender

Durante muitos anos, a velhice foi associada à perda inevitável da memória e da independência. Hoje, esse conceito vem sendo desconstruído pela ciência, que mostra que o cérebro permanece ativo quando é constantemente estimulado.

Segundo a especialista do Supera, romper esse estereótipo é um dos grandes desafios atuais.

“Ainda existe a ideia de que envelhecer significa ficar frágil, esquecer tudo ou perder autonomia. Mas a ciência mostra exatamente o contrário. Muitas pessoas envelhecem preservando suas funções cognitivas porque permanecem aprendendo, socializando e mantendo o cérebro em constante atividade.”

  1. 5 – Saúde emocional e saúde cerebral caminham juntas

Os pesquisadores também observaram melhora dos sintomas de depressão entre os participantes que realizaram o treinamento cognitivo. O resultado reforça que cérebro e saúde emocional mantêm uma relação estreita.

Para Dra. Thais Bento, estimular a mente vai muito além da memória.

“Quando o cérebro é desafiado de forma positiva, percebemos reflexos também no humor, na autoestima e na confiança. O cuidado com a cognição impacta diretamente a qualidade de vida e ajuda a manter o idoso mais ativo e participativo.”

  1. 6 – Esperar os primeiros esquecimentos pode ser tarde

Assim como acontece com outras doenças crônicas, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para preservar a saúde cerebral. Os especialistas recomendam iniciar os cuidados antes mesmo do aparecimento de dificuldades cognitivas.

Segundo a gerontóloga, pequenas mudanças de hábito podem fazer grande diferença ao longo dos anos.

“A estimulação cognitiva tem caráter preventivo. Não é preciso esperar que apareçam falhas importantes de memória para começar a cuidar do cérebro. Quanto mais cedo esse estímulo fizer parte da rotina, maiores são as chances de preservar as funções cognitivas durante o envelhecimento.”

  1. 7 – O cérebro continua evoluindo durante toda a vida

A principal conclusão dos estudos mais recentes é que o cérebro permanece em constante transformação. Mesmo na terceira idade, ele é capaz de desenvolver novas habilidades quando recebe estímulos variados e frequentes.

Para Dra. Thais Bento, esse conhecimento muda a forma como a sociedade deve enxergar o envelhecimento.

“O envelhecimento não representa o fim da aprendizagem. O cérebro continua sendo um órgão extremamente plástico e capaz de criar novas conexões. Investir em estimulação cognitiva significa preservar autonomia, independência e qualidade de vida por muito mais tempo.”

O estudo da FMUSP reforça uma mensagem importante para o Dia Mundial do Cérebro: cuidar da saúde cerebral vai muito além de evitar doenças. Manter a mente ativa, cultivar novas aprendizagens, fortalecer vínculos sociais e desafiar o cérebro diariamente são atitudes que contribuem para um envelhecimento mais saudável e ajudam a romper antigos estereótipos sobre a terceira idade.

Sobre o Supera

O Supera é uma empresa educacional brasileira especializada em estimulação cognitiva, fundada há mais de 20 anos e sediada em São José dos Campos (SP). Com mais de 250 unidades em todo o país, desenvolveu uma metodologia própria que combina exercícios de raciocínio lógico com ábaco, jogos de tabuleiro e dinâmicas em grupo para estimular habilidades cognitivas e socioemocionais de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método foi validado em pesquisa científica conduzida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

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Escrito Por

Miguel Lucas 33 anos, Publicitário e Jornalista, amo a cultura pop, viagens e shows, criei o Agito Pop, na intenção de levar o melhor do entretenimento para a galera e agitar muito a internet.

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