Quando o assunto é a história da música eletrônica no Brasil, a trajetória de Bhaskar se confunde com a própria consolidação do gênero no país. Filho de dois dos maiores pioneiros do psytrance nacional, que começaram a discotecar no fim dos anos 1990, e irmão gêmeo do DJ Alok, o produtor brasiliense vive a expectativa de subir mais uma vez ao palco do Rock in Rio. Desta vez, no entanto, com um sabor totalmente especial: compartilhando o line-up diretamente com sua família.
Em um papo franco, descontraído e cheio de boas lembranças com o AgitoPop, Bhaskar detalhou os preparativos para a apresentação, relembrou como a “nerdice” por equipamentos e botões virou profissão e revelou a segurança de apresentar um show 100% autêntico.
Tocar no maior festival do país já é um marco por si só, mas dividir a mesma noite com quem está ao seu lado desde o nascimento transforma a experiência em um momento de pura celebração. Bhaskar explicou que, pela rotina intensa de viagens e agendas individuais, os grandes festivais acabam funcionando como os raros pontos de encontro da família.
LEIA MAIS:
- Eli Iwasa e Camila Jun celebram 25 anos de música eletrônica no Rock in Rio
- Steve Angello, Fatboy Slim e Alok: confira a programação do New Dance Order
- Cat Dealers abrem o jogo sobre o Rock in Rio, Foo Fighters e brigas de irmãos: “Minha mãe finalmente entendeu que demos certo!”
“Todas as vezes que participei, foi o highlight do meu ano. Mas esse ano tem tudo para ser o melhor Rock in Rio da minha vida porque vou fazer com a minha família! É uma noite especial com pessoas com quem convivo desde que nasci. Como todos somos DJs, nos encontramos pouco. Quando estamos no mesmo line-up, a gente se sente em casa, a vibe vai lá para cima e nos divertimos juntos.”, contou Bhaskar.
Apesar da criação ter sido totalmente imersa na cultura das festas e festivais desde seus 8 anos de idade, o DJ garante que nunca houve pressão dos pais para que ele e o irmão seguissem a carreira. O interesse começou por volta dos 12 anos, de forma despretensiosa, quase como jogar videogame no computador, até se transformar em profissão natural.
“Eu gosto de fazer músicas que têm uma construção. Elas vão subindo aos poucos, têm uma progressão. Eu me identifico com essa experiência de conduzir o público até o final para que, no encerramento, ele entenda o porquê de eu ter começado daquele jeito. Gosto de contar histórias com o meu set.”, explica ele.
Para isso, o artista aprendeu a ser “desprendido” em relação à movimentação intensa de pessoas ao redor do palco. Relembrando edições passadas em que enfrentou chuva pesada e concorrência com grandes headliners do rock, o DJ reforça que o segredo é entregar o melhor show possível, independentemente do tamanho da plateia no momento.
Escalado para entrar no palco a partir das 21h, Bhaskar comemorou o horário estratégico. Para ele, a faixa noturna já encontra o público devidamente aquecido e pronto para a dança, sem exigir a cautela de um set de começo de tarde.
O horário também garante total liberdade criativa para que ele apresente um repertório autoral sem precisar se moldar às atrações anteriores ou seguintes. O público pode esperar uma sequência recheada de faixas inéditas, mashups testados em estúdio e a essência sincera de um artista no auge de sua maturidade sonora.
Siga nosso canal no WhatsApp!
O AgitoPOP agora possui um canal no WhatsApp. Nos acompanhe por lá e receba em primeira mão conteúdos exclusivos sobre famosos, música, reality show e tudo que envolva esse universo. Clique aqui!
Gostou do conteúdo?
Primeiramente, obrigado por ler essa matéria até o final! Agora, compartilhe com seus amigos que gostam desse tipo de conteúdo, e acompanhe a gente no Facebook, Twitter e no Instagram.