Que a diversidade está muito em alta nas novelas, isso é um fato, mas poucos sabem abordar isso tão bem e particularmente não é o caso de Walcyr Carrasco.
O autor de novelas da TV Globo é um fenômeno no quesito sucesso, um currículo extenso cheio de “farofas” como o público o reconhece, mas ultimamente ele vem usando uma narrativa cansativa usando a bandeira LGBTQIAP+ e poucos percebem isso.
Em sua nova novela que estreia em maio, o autor irá trazer o personagem Kelvin vivido por Diego Martins e ele será inspirado em Nicole Bahls.
O personagem na trama, um homem gay, será amante de um homem casado, história parecida em outras novelas do autor.
Exemplos de novelas em que o autor “mancha” a bandeira com histórias que o preconceito já enxerga nós fora das telinhas.
Amor à vida: Aqui temos a história de um dos vilões mais icônicos da televisão brasileira, por mais que ele tenha sido icônico, a história por traz não deixa de ser uma mancha na comunidade. Félix, além de jogar a sua sobrinha na caçamba do lixo, ele era casado com Edith, mas de todos os exemplos o personagem do vilão é o que mais encantou com um final surpreendente.
O Outro Lado do Paraíso: O personagem Samuel era casado com Suzy e mantinha um relacionamento com o motorista Cido, ele fazia de tudo para manter isso em sigilo até que a vilã Sophia descobriu tudo e começou a chantageá-lo.
A Dona do Pedaço: Agno era um empresário rico que tinha uma família tradicional, mas nas noites saía para o centro do Rio De Janeiro para se encontrar com garotos de programa e que se apaixona por um homem hétero.
Todos esses exemplos são comuns, nenhum personagem de Walcyr é “assumidamente” gay, todos tem um exemplo ruim que público já aparenta ter da comunidade.
Porque não ter uma história de um personagem LGBTQIAP+ que vence, batalha, luta pela sua bandeira e contra o preconceito? Por que não mudar essa narrativa que o público já está saturado de ver? Principalmente aqueles que pertencem a comunidade.
Já foi uma luta gigantesca termos um espaço na televisão brasileira e ainda é um tabu, então poderíamos ter histórias que ajudassem mais quebrar esses preconceitos e não ajudar a nos machucar.
Gustavo Farias, tenho 21 anos, sou de Carapicuíba, São Paulo. Sou estudante de Jornalismo e sempre gostei de acompanhar cultura pop, desde os lançamentos musicais, as premiações até os festivais então estou nesse portal pra trazer notícias e entretenimento pra vocês.
