Voltei por aqui trazendo as 10 séries quentinha assisti e recomendo para que assistam em algum momento da vida, elas não estão por ordem de preferência, mas vou iniciar com a mais recente. Espero que gostem das dicas nesse mês coloridinho.
- O ultimato: Queer Love: O Ultimato Queer Love” é um novo reality show que aborda a maior decisão enfrentada por cinco casais lésbicas e não binários: casar ou seguir em frente. O programa mergulha em questões como a monogamia ao longo da vida e a existência da alma gêmea. Eu particularmente não esperava tanto de série, mas entregou tudo. Principalmente me fazendo refletir em como nos acomodamos em relações por medo de sair da zona de conforto. Hoje saem os 2 últimos episódios dessa primeira temporada e espero que a Netflix não nos decepciona, e traga uma segunda temporada.
- The L Word: acompanha as vidas e os amores de um grupo de lésbicas que vivem em Los Angeles. A série teve início em 2004 e foi o meu primeiro contato com a temática, contam histórias de lésbicas, bi e pessoas trans. Traz muito conflito, brigas, pegação e para mim, naquela época a série foi de extrema importância e representatividade.
- POSE: Uma das minhas séries favoritas e o único defeito é que teve fim, acredito que deveria ser uma série obrigatória independente da orientação sexual. Ambientada no final da década de 80, “Pose” é uma série revolucionária que aborda a temática de gênero e diversidade. A história acompanha a vida das comunidades LGBTIQ+ e a sua expansão em uma década na qual ainda não se sabia muito sobre esse grupo de pessoas, o que resultou em uma busca por suas identidades, unindo-os a outres que compartilhavam os mesmos interesses. Uma produção de Ryan Murphy que chega para fazer história com uma narrativa única que conta com o maior número de atores transgênero protagonizando o relato da justaposição de vários segmentos da vida e da sociedade em Nova York: o mundo da cultura de baile, o surgimento do universo de luxo da época de Trump, e a cena social e literária do centro da cidade. “Pose” é a primeira série legendada com a linguagem inclusiva.
- Heartstopper: Uma série da Netflix mais jovial, veio arregacando o coração de pessoas que amam um romance, a série narra o cotidiano de Charlie, um rapaz gay que conhece Nick, um garoto sensível e praticante de esportes. A HQ que inspirou a série da Netflix conta com quatro volumes e é considerada uma das mais adoradas sagas de quadrinhos dos últimos tempos.
- Sucks! Série injustiçada que não teve continuação 🙁 A trama se situa na cidade de Boring (sim, este é o nome e ele é real), no Estado de Oregon, nos EUA, em 1996. E, longe de passar por clichês, destaca-se também o fato de ter como protagonistas um garoto negro e uma garota que acredita ser lésbica, ainda mais em uma série situada há duas décadas atrás, recheada de preconceitos e estereótipos.
- Young Royals: a série retrata a autodescoberta do amor incondicional, do prazer, do proibido e do que não deveria ser. Não preciso nem dizer que os dois meninos(o príncipe e o estudante) engatam em um romance lindo, até que August filma os dois transando pela janela e vaza na internet. O resultado? Mais um escândalo para a família real, ainda mais agora, que o irmão mais velho de Wilhelm morreu e ele é o novo príncipe herdeiro
- VENENO: Veneno acompanha a vida e carreira da cantora, atriz e apresentadora Cristina Ortiz (Jedet, Daniela Santiago, Isabel Torres), conhecida como La Veneno. Ela foi uma importante personalidade da Espanha e a primeira mulher trans a ganhar fama na televisão espanhola. A vida de Cristina é contada através de Valeria Vegas (Lola Rodriguez), uma jovem universitária aspirante à escritora também lidando com sua identidade de gênero. Uma grande fã de La Veneno, Valeria decide escrever um livro sobre ela e aprende sobre toda sua trajetória desde a difícil infância em Adra, pequena comunidade espanhola, até a ascensão à fama nos anos 1990.
- SENSE 8: (a queridinha) uma hacker transexual lésbica, um ator mexicano gay que tem medo de sair do armário, uma empresária coreana badass que luta vale tudo escondida e uma DJ que vive relacionamentos abusivos: esses são apenas metade dos oito protagonistas de Sense8. Como você pode imaginar, não é uma série para qualquer um. A diversidade de sexualidades, etnias, culturas e lugares são pontos marcantes da série, que bate forte na tecla da igualdade de direitos. Mas, mais que isso, ela mostra o quão é importante pensar no próximo e respeitar as diferenças.
- Orange is The new black: Piper Chapman é uma mulher por volta de seus 30 anos que é sentenciada a 15 meses de prisão após ter cometido crimes para sua ex-namorada, a traficante Alex — que não vê há mais de uma década. Piper troca a sua vida confortável de Nova York, com o noivo Larry, pelo macacão laranja, e cumpre sua sentença na Penitenciária Feminina de Litchfield. Para sobreviver, ela precisa aprender a conviver com as outras detentas, como Red, Nicky, Taystee e Crazy Eyes. O que Piper não espera é encontrar a ex cumprindo pena no mesmo lugar.
- crônicas de SAN Francisco: se baseia em uma série de nove livros. Escritos entre 1978 e 2014 por Maupin, eles se focam no grupo de residentes da pensão localizada em Barbary Lane, nº 28, na cidade norte-americana de San Francisco, considerada uma espécie de “porto seguro” para a população LGBTQ+ do país. E temos como ator principal o lindo Elliot Page.
Neste artigo:Mês do Orgulho, Séries, Séries LGBTs
Escrito Por
Carolina Maria
Carolina Maria, 33, jornalista da periferia, autoria do livro “Pensamentos desalinhados”. “Escolhi o jornalismo pra levar a informação para todas as pessoas, seja ela qual for.”

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