Em Sexo, Poder e Arte, Manu trás como narrativa um tema atual e contemporâneo: a hiper sexualização da mulher no meio artístico. “Isso sempre é confundido com o julgamento de outras mulheres e o medo de falar desse tema acaba calando muitas vozes. Não estou julgando mulheres que falam sobre a própria sexualidade e sim a prisão que é só ter atenção quando isso é abordado. A ideia é questionar o lugar que a mulher ocupa e o que as pessoas querem ver desse corpo feminino na arte. Se sexualizar para nossa geração de artistas mulheres é uma opção ou uma imposição?”, reflete.
O questionamento veio em forma de uma música composta há dois anos. “É um assunto que resolvi abordar depois de muita leitura, conversas, frustrações, não só minhas, mas de mulheres completamente diferentes no entretenimento, amigas que dividiram essa mesma frustração e a incapacidade para se comunicar publicamente sobre isso”, explica.
Assim como os curtas-metragens “Programa de Proteção à Carreira Artística”e “Pronta para Desagradar”, lançados recentemente neste mês, “Sexo, poder e arte” faz parte de um projeto autoral da artista, composto por quatro filmes que vem sendo apresentados ao público de forma fragmentada, com foco em divulgar a produtora Estúdio Gracinha, que tem direção criativa de Manu Gavassi e executiva de Felipe Simas e será inaugurada oficialmente em 2024.
“E reforçam a mesma mentira todo dia: Suas ideias não te levam tão longe quanto o seu corpo levaria”, diz a letra da música.
Carolina Maria, 33, jornalista da periferia, autoria do livro “Pensamentos desalinhados”. “Escolhi o jornalismo pra levar a informação para todas as pessoas, seja ela qual for.”
