Após aparições no Chile e na Argentina, batidas do funk entram no radar de artistas globais e levantam expectativa para apresentações em São Paulo
Às vésperas do Lollapalooza Brasil 2026, que acontece entre os dias 20 e 22 de março no Autódromo de Interlagos, um movimento tem chamado atenção do público brasileiro: a presença cada vez mais evidente do funk nacional em shows de artistas internacionais.
O fenômeno, que já vinha sendo observado nos últimos anos, ganhou força nas edições recentes do festival na América do Sul. Tanto no Lollapalooza Chile 2026 quanto no Lollapalooza Argentina 2026, nomes do line-up incorporaram referências diretas ao gênero nas apresentações, um gesto que vai além da estética e aponta para uma troca cultural cada vez mais consolidada.
Um dos destaques foi a rapper americana Doechii, que surpreendeu o público ao incluir o clássico “Tira e Bota”, sucesso do Furacão 2000 com MC Tevez, em um remix da faixa “Alter Ego”. A artista ainda apostou em batidas de “dream funk” em um interlúdio, criando uma ponte direta entre o hip hop global e o ritmo das periferias brasileiras.
Ela quer se redimir com o Brasil mesmo! Doechii adicionou funk do FURACÃO 2000 no seu repertório dos shows do Lollapalooza. 🔉
— We In The Crowd (@weinthecrowd) March 13, 2026
pic.twitter.com/ytCs4X3WV2
Já a influenciadora e cantora Addison Rae levou ao palco argentino uma estética fortemente inspirada no funk. Em sua performance de “Fame Is a Gun”, a artista incluiu uma extended outro com beats característicos do gênero, evidenciando como o som brasileiro tem sido reinterpretado dentro do pop internacional.
E VAI TER FUNK NO CHILE SIM! 🇧🇷 Addison Rae apresentando “Fame Is a Gun” na versão funkão BR no Lollapalooza Chile. 🔥 #LollaCL2026 🇨🇱pic.twitter.com/CoIRXXeUwt
— Igor Rogh (@igorogh) March 15, 2026
A escolha não parece aleatória. O funk, especialmente o produzido em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, vem se consolidando como uma das expressões culturais mais exportadas do país, influenciando desde a música eletrônica até o mainstream global. Nos últimos anos, DJs e produtores internacionais passaram a incorporar elementos como o tamborzão, o ritmo 150 BPM e o chamado “funk mandelão” em suas produções.
Agora, com o festival desembarcando justamente em São Paulo, um dos principais polos criativos do gênero, a expectativa é que essa influência apareça ainda mais forte nos palcos brasileiros. Para muitos fãs, há uma espécie de “efeito casa”: artistas estrangeiros tendem a adaptar seus sets ao público local, o que pode abrir espaço para novas referências ao funk.
A dúvida que fica é: quem mais vai embarcar nessa onda? Em um line-up cada vez mais diverso e atento às tendências globais, não seria surpresa ver outros nomes internacionais apostando em samples, remixes ou até participações especiais ligadas ao ritmo.
Mais do que uma tendência passageira, a presença do funk nos palcos do Lollapalooza reforça seu papel como linguagem global, nascida nas periferias brasileiras, mas hoje capaz de atravessar fronteiras e dialogar com diferentes culturas.
Se depender do que já foi apresentado no Chile e na Argentina, São Paulo pode assistir, neste fim de semana, a um momento simbólico: o mundo dançando, em alto volume, ao som do Brasil.
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