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Sua tendinite não melhora? O problema pode ser outro e aumentar até o risco de ruptura do tendão

Especialista alerta que muitas dores persistentes são, na verdade, tendinoses, um processo degenerativo que exige tratamento diferente da inflamação

Divulgação

Sentir dor no ombro, cotovelo, joelho ou tornozelo por semanas ou até meses é uma situação mais comum do que parece. Na maioria das vezes, o problema recebe o nome de tendinite, mas esse diagnóstico nem sempre está correto. Quando o desconforto se prolonga, a causa pode ser a tendinose, uma condição marcada pela degeneração das fibras do tendão e que exige uma abordagem diferente para evitar a cronificação da dor.

O equívoco é frequente porque os sintomas das duas condições são muito parecidos. No entanto, enquanto a tendinite está relacionada a um processo inflamatório agudo, a tendinose representa um desgaste progressivo do tendão, provocado por sobrecarga repetitiva, envelhecimento dos tecidos ou falhas no processo de cicatrização.

Segundo o ortopedista Igor Fiorese Vieira, especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, compreender essa diferença é essencial para que o paciente não perca tempo com tratamentos que aliviam apenas os sintomas.

  1. Tendinite e tendinose não são a mesma doença

Durante muito tempo, praticamente toda dor no tendão era chamada de tendinite. Hoje, sabe-se que muitos casos apresentam outra origem.

“Nas fases iniciais pode existir inflamação, mas quando a dor permanece por semanas ou meses, geralmente encontramos alterações degenerativas no tendão. Nesses casos, o diagnóstico correto costuma ser tendinose.”

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  1. O tendão sofre um processo de desgaste

Na tendinose, as fibras que formam o tendão deixam de ter a organização normal e passam por pequenas lesões acumuladas ao longo do tempo.

“É um processo de degeneração. O tendão perde qualidade, resistência e capacidade de suportar cargas, o que explica por que a dor pode persistir mesmo sem um trauma recente.”

  1. Descansar nem sempre resolve o problema

Muitas pessoas suspendem toda atividade física esperando que o tendão cicatrize sozinho. Embora isso possa aliviar o desconforto temporariamente, nem sempre promove a recuperação adequada.

“O repouso ajuda a reduzir a dor em alguns momentos, mas não recupera a estrutura do tendão. Quando o paciente volta às atividades sem reabilitação, é comum que os sintomas retornem.”

  1. O fortalecimento é parte fundamental do tratamento

Ao contrário do que muitos imaginam, o tendão precisa receber estímulos adequados para recuperar sua capacidade de suportar esforço.

“Os exercícios terapêuticos são fundamentais porque estimulam a reorganização das fibras e aumentam gradualmente a resistência do tendão. Esse fortalecimento precisa ser individualizado e acompanhado por profissionais capacitados.”

  1. Conviver com dor por meses não é normal

Dor persistente durante tarefas simples, como levantar objetos, pentear os cabelos ou praticar esportes, merece investigação especializada.

“Quando a dor permanece por muito tempo ou começa a limitar os movimentos, o ideal é procurar avaliação médica. Quanto antes identificarmos a causa, melhores costumam ser os resultados do tratamento.”

  1. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver tendinose

A doença não está relacionada apenas ao esporte. Pessoas que realizam movimentos repetitivos no trabalho ou apresentam determinadas condições clínicas também fazem parte do grupo de risco.

“Idade, diabetes, tabagismo, sedentarismo, sobrecarga mecânica e alterações biomecânicas estão entre os fatores que favorecem o desgaste progressivo dos tendões.”

  1. Cada paciente precisa de um tratamento específico

Não existe uma única solução para todas as tendinoses. A estratégia depende da região afetada, do tempo de evolução e da rotina do paciente.

“Em alguns casos, a fisioterapia é suficiente. Em outros, podemos associar terapias regenerativas, ajustes nas atividades físicas ou procedimentos específicos. O tratamento precisa ser planejado de acordo com cada situação.”

A persistência da dor é um sinal de que algo não está evoluindo como deveria. Em vez de insistir em repouso prolongado ou recorrer repetidamente a medicamentos para aliviar os sintomas, a avaliação especializada permite identificar se o tendão já entrou em um processo degenerativo e qual a melhor forma de interromper essa evolução. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de recuperar a função da articulação e evitar limitações permanentes.

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Escrito Por

Miguel Lucas 33 anos, Publicitário e Jornalista, amo a cultura pop, viagens e shows, criei o Agito Pop, na intenção de levar o melhor do entretenimento para a galera e agitar muito a internet.

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